Mediação Intercultural: formação, ação e reflexão

Autores

Ana Maria Costa e Silva (ed.)
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-8598-7243
Maria Elisabete Guedes Pinto da Costa (ed.)
https://orcid.org/0000-0002-6255-4135

Resumo

Mediação Intercultural: Formação, Ação e Reflexão é o título do livro que assume uma natureza fundamentalmente pedagógica. A finalidade desta obra é constituir um manual de apoio pedagógico destinado à formação inicial e contínua de mediadores e mediadoras interculturais. Para cumprir esta finalidade, dá-se a conhecer os fundamentos teóricos, éticos, metodológicos e praxeológicos da mediação intercultural através dos contributos de vários/as especialistas e profissionais na área.
O livro organiza-se em duas partes. Na primeira parte faz-se uma contextualização e fundamentação da mediação intercultural através do seu enquadramento científico, social, político, que permita a sua compreensão e contextualização nas sociedades complexas, multiculturais, multiétnicas e multirreligiosas. A segunda parte centra-se na formação e práxis da mediação intercultural.
Para as editoras, esta obra constitui uma forma de contribuir para a valorização e disseminação da mediação intercultural, através de propostas conceptuais, metodológicas, formativas, de ação e de (auto)supervisão que resultam de processos de formação, ação e investigação colaborativa.

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Biografias dos Autores

Carlos Giménez Romero, nstituto Universitario de Derechos Humanos, Democracia, Cultura de Paz y no Violencia, Madrid, Espanha

Carlos Giménez Romero é professor de antropologia social da Universidade Autônoma de Madrid e diretor do Instituto Universitário de Direitos Humanos, Democracia e Cultura de Paz e Não-Violência. Ele é doutor em filosofia e letras, especializado em antropologia americana, pela Universidade Complutense de Madrid (1985). Desde 2010 é diretor científico do Proyecto de Intervención Comunitaria Intercultural (Projeto de Intervenção Comunitária Intercultural), promovido pela Obra Social la Caixa em 36 bairros e territórios locais de Espanha em colaboração com as respetivas câmaras municipais e entidades sociais. É autor, coautor e editor de inúmeros livros, como Inmigrantes Extranjeros en Madrid (Imigrante Estrangeiros em Madrid), Guía de Conceptos Sobre Migraciones, Racismo e Interculturalidad (Guia de Conceitos Sobre Migração, Racismo e Interculturalidade), Antropología Más Allá de la Academia (Antropologia Para Além da Academia), Guia de Interculturalidade, Qué Es la Inmigración (O que É Imigração), El Codesarrollo en España: Protagonistas, Discursos y Experiencias (Codesenvolvimento na Espanha: Protagonistas, Discursos e Vivências), Hagamos de Nuestro Barrio un Lugar Habitable (Vamos Tornar Nosso Bairro Habitável), Juntos por la Convivencia (Juntos Pela Convivência). O seu último livro é Teoría y Práctica de la Mediación Intercultural: Diversidad, Conflicto y Comunidad (Teoria e Prática da Mediação Intercultural. Diversidade, Conflito e Comunidade; Editorial Reus, 2019).

Margarida Morgado, Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Castelo Branco Portugal/Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies, Universidade Nova de Lisboa e Universidade do Porto, Lisboa e Porto, Portugal

Margarida Morgado é professora coordenadora de estudos culturais ingleses na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco e investigadora associada do Centre for English, Translation, and Anglo-Portuguese Studies da Universidade Nova de Lisboa/Universidade do Porto. Foi criadora do Centro Intercultural de Línguas, Culturas e Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, que dirige desde 2005 e onde tem desenvolvido projetos internacionais de investigação aplicada sobre educação e comunicação intercultural, financiados pela União Europeia, para professores de todos os níveis de ensino. É membro da Rede de Ensino Superior de Mediação Intercultural e membro fundador da Associação em Rede de Centros de Línguas do Ensino Superior. Publica e apresenta regularmente em conferências nacionais e internacionais sobre comunicação e educação intercultural, content and language integrated learning (aprendizagem integrada de conteúdo e idioma) e promoção da leitura.

Ana Piedade, Departamento de Educação, Ciências Sociais e do Comportamento, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Beja, Beja, Portugal/Lab-At, Instituto Politécnico de Beja, Beja, Portugal/Centro em Rede de Investigação em Antropologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal

Ana Piedade é doutorada em antropologia social e cultural pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desde 1999 é docente do Instituto Politécnico de Beja e atualmente é professora coordenadora do Departamento de Educação, Ciências Sociais e do Comportamento. Coordena o Laboratório de Animação Territorial do Instituto Politécnico de Beja, desde 2011, é investigadora integrada dos Centros em Rede para a Investigação em Antropologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e representa, desde 2014, o Instituto Politécnico de Beja na Rede de Ensino Superior para a Mediação Intercultural. É membro do Comissão Nacional de Mediação. Desenvolve trabalho nas áreas da antropologia, memória e património; memória e lúdico e património; memória e envelhecimento e, mais recentemente, no âmbito do património e práticas alimentares. A área de intervenção fundamental desde 2015, relaciona-se com a Interculturalidade e mediação intercultural, com acompanhamento de projetos de mediação e formação ministrada na área.

Ana Paula Caetano, Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Ana Paula Caetano é professora associada do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, investigadora integrada da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, com doutoramento e mestrado em ciências da educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Coordena atualmente o doutoramento de educação — especialidade de formação de professores e supervisão, e o mestrado de educação e formação — desenvolvimento social e cultural. Tem participado em estudos e projetos nacionais e internacionais em temas relativos à formação de professores, cidadania e ensino superior, com publicações nacionais e internacionais em revistas e livros da especialidade, nomeadamente sobre formação ética de professores, mediação educacional e comunitária, educação intercultural e emocional, (cyber)bullying, inclusão educativa e educação artística, bem como sobre metodologias participativas de investigação, entre as quais a investigação-ação e o selfstudy.

Isabel P. Freire, Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Isabel P. Freire é professora associada aposentada no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com doutoramento e mestrado em ciências da educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Tem participado em estudos e projetos nacionais e internacionais cujos temas destacam a importância das relações interpessoais, da interculturalidade e da complexidade dos processos educativos e formativos. Coordenou o doutoramento em educação na especialidade de formação de professores e mestrados nas áreas de especialização de desenvolvimento social e cultural e educação intercultural, entre outros. É autora e coautora de múltiplas publicações, em revistas e livros nacionais e internacionais, designadamente sobre ensino superior, formação de professores, cidadania, educação intercultural, mediação educacional e comunitária e metodologias de investigação em educação.

Cristina Pereira, Unidade Técnico-Científica de Ciências Sociais e da Educação, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Castelo Branco, Portugal

Cristina Maria Gonçalves Pereira é professora adjunta na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco. É doutorada em psicologia pela Universidade de Coimbra. Cristina é responsável de unidades curriculares nas áreas da psicologia do desenvolvimento, comunicação interpessoal, perturbações do desenvolvimento e da aprendizagem, investigação em educação, em cursos de licenciatura e mestrados. Ela coordenou o mestrado em educação pré-escolar e ensino do 1.º ciclo do ensino básico, é membro da comissão científica do mestrado em educação especial e da licenciatura em serviço social. Cristina é investigadora em projetos nacionais e internacionais e desempenhou funções de perita externa do Projeto TEIP. É membro da comissão de criação e coordenação do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento na Infância. Integra a Rede de Ensino Superior para a Mediação Intercultural em representação do Instituto Politécnico de Castelo Branco. É revisora de artigos em revistas internacionais e autora de capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais. Orientou mais de 50 projetos finais/dissertações de mestrado. Foi diretora da Escola Superior de Educação, entre junho de 2010 e julho de 2014.

Fátima Santos, Cáritas Interparoquial de Castelo Branco, Castelo Branco, Portugal

Fátima Santos é licenciada em serviço social na Escola Superior de Educação — Instituto Politécnico de Castelo Branco e mestre em empreendedorismo e serviço social. Fez uma pós-graduação em mediação social aplicada ao serviço social. É doutoranda em serviço social na Universidade Católica Portuguesa. Exerce funções de técnica superior de serviço social no município de Castelo Branco com atribuições de responsabilidade na área da habitação social. É presidente da direção da Cáritas Interparoquial de Castelo Branco; vogal do executivo da Junta de Freguesia de Castelo Branco; e vice-presidente da direção da Liga dos Amigos do Hospital Amato Lusitano. Decorrente desta sua formação e ação, quer institucionais, quer associativas, visa em última instância contribuir para que o acesso a uma vida digna esteja ao alcance de todos, independentemente dos seus recursos económicos e da sua origem social. Por outro lado, e no âmbito da sua intervenção, tem-se empenhado na atual crise de refugiados com o objetivo de garantir condições de acolhimento e integração de famílias, candidatas a residir legalmente em Portugal.

Carla Oliveira, Câmara Municipal do Porto, Porto, Portugal

Carla Oliveira é licenciada em serviço social pelo Instituto Superior de Serviço Social do Porto e pós-graduada em desenvolvimento local colaborativo, pela Universidade Católica do Porto — centro regional do Porto, em parceria com a Fundação Aga Khan e União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. Atualmente exerce funções de técnica superior no Departamento Municipal de Coesão Social, da Câmara Municipal do Porto, coordenando o Projeto de Mediadores Municipais e Interculturais do Porto. Neste departamento tem participado, colaborativamente, na construção de documentos estratégicos, designadamente o Plano de Prevenção e Combate à Violência de Género e Doméstica. Do trajeto profissional na Câmara Municipal do Porto, destaca-se a coordenação, em regime de substituição, da Unidade de Gabinete de Juventude, exercício de funções técnicas no Departamento Municipal de Educação e Juventude, na conceção e desenvolvimento de projetos educativos e para a juventude, assim como a integração em equipas técnicas com a responsabilidade elaborar de planos municipais para a juventude.

Bruno Prudêncio, Associação Ludotecas do Porto, Porto, Portugal

Bruno Prudêncio é licenciado em educação social pela Escola Superior de Educação do Porto e mediador municipal e intercultural no Projeto de Mediadores Municipais e Interculturais do Porto. Bruno é coordenador do Instituto Cigano do Brasil em Portugal, no Instituto Cigano no Brasil e chefe executivo na Associação Unir os Povos. Ele participa em grupos de discussão para as políticas nacionais e europeia para a integração da etnia cigana.

Paula Ferreira, JRS Portugal – Serviço de Jesuítas aos Refugiados, Porto, Portugal

Paula Ferreira é licenciada em sociologia, pela Universidade da Beira Interior e pós-graduada em estudos de desenvolvimento em ciências sociais e educacionais – perspetivas europeias sobre inclusão social na Universidade do Porto – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. Concluiu o curso Gestão das Organizações Sociais promovido pela Escola de Direção e Negócios. Assumiu a função de técnica psicossocial no Centro de Detenção Para Imigrantes Irregulares gerido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras na Unidade Habitacional de Santo António ao abrigo do protocolo estabelecido em 2006 com o JRS- Portugal- Serviço Jesuíta aos Refugiados em 2016. Integrou em 2019 o Projeto dos Mediadores Municipais e Interculturais no JRS Portugal em parceria com a Câmara Municipal do Porto, tendo como objetivo apoiar a integração de migrantes e de minorias étnicas no concelho do Porto. Esteve ainda envolvida em vários projetos de intervenção comunitária como o programa Escolhas, Porto Feliz, e Casa de Iniciativa local, onde trabalhou sempre com populações mais vulneráveis.

Verónica Alves, Associação de Solidariedade e Acção Social de Ramalde, Porto, Portugal

Verónica Alves é natural de Macau e licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior de Serviço Social do Porto. Estudou na Universidade de Castilha la Mancha em Talavera de La Reina no âmbito do Programa Erasmus, tendo a oportunidade de realizar Estágio na Cáritas Espanhola com a população sem-abrigo. Detém formação profissional diversificada em diferentes áreas de intervenção social como violência doméstica (Técnico de apoio à vitima); lei de estrangeiros e lei da nacionalidade; Os Direitos da Criança, A convenção em prática, entre outras. Assistente social com experiência em intervenção comunitária e em diferentes áreas de intervenção social. Em 2019 assumiu a função de Mediadora Municipal Intercultural no Projeto de Mediadores Municipais Interculturais do Porto da Câmara Municipal do Porto, assumindo as suas funções na Associação de Solidariedade e Ação Social de Ramalde. Durante este período trabalhou com e para pessoas das comunidades de etnia cigana da freguesia de Ramalde, recorrendo à mediação intercultural.

Patrícia Ribeiro, Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento, Instituto de Mediação, Universidade Lusófona do Porto, Porto, Portugal

Patrícia Ribeiro é licenciada em psicologia, mestre em educação e formação de adultos e doutorada em ciências da educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É pós-graduada em mediação de conflitos em contexto escolar e colaboradora do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona do Porto desde 2017. Patrícia é investigadora no Núcleo de Estudos em Mediação do Centro de Investigação em Educação e docente do Programa de Pós-Graduação em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar da Universidade Lusófona do Porto. É colaboradora de projetos de mediação escolar (em parceria com escolas e câmaras municipais), avaliadora e formadora de projetos de mediação intercultural (em parceria com câmaras municipais). Patrícia é coautora de artigos nas áreas da inclusão social, políticas de formação e empregabilidade, metodologias qualitativas, mediação escolar e mediação intercultural. Trabalha como gestora de projetos numa organização não-governamental, nomeadamente em projetos financiados pelo Programa Erasmus+, Comissão Europeia e Instituto Camões.



José Alves, Câmara Municipal de Braga, Braga, Portugal

José Fernandes Alves é licenciado em sociologia pela Universidade do Minho e coordenador do Projeto de Mediadores Municipais Interculturais de Braga, tem formação diversificada com incidência em áreas como violência doméstica (prevenção/vitimização/técnico de apoio à vítima); especialização em igualdade de gênero; equipas multidisciplinares de apoio a vítimas e combate de tráfico de seres humanos; imigração e legalização; diversidade e multiculturalidade; planos municipais para igualdade e não discriminação; mediação intercultural; equipa de cidades integradoras de minorias étnicas (cigana). É multilingue, sabendo francês, inglês, espanhol e alemão básico, além do português. 

José Rodrigues, Cruz Vermelha de Braga, Braga, Portugal

José Maia Rodrigues é de etnia cigana, tem 28 anos, nasceu e cresceu em Braga e concluiu o 9.° ano de escolaridade através de um curso de educação e formação. Pertence à equipa dos mediadores interculturais do município de Braga e representa a comunidade de etnia cigana. Neste trabalho tem como função fazer a ponte entre os membros da sua comunidade e as instituições, como Segurança Social, escolas, centro de saúde, Câmara Municipal de Braga e empresa municipal como BragaHabit, Agere, entre outros. Antes de abraçar o projecto dos mediadores municipais e interculturais, desemepnhou funções de dinamizador comunitário num projecto chamado Geração Tecla, que pertence ao programa Escolha do Alto Comissariado para as Migrações. O seu trabalho consistia principalmente em promover a inclusão social da comunidade cigana na sociedade em geral, ou seja, aproximar os membros da sua comunidade às outras comunidades existentes em Braga.

Rómulo Barreto, Associação Estreiadialogos, Braga, Portugal

Rômulo Barreto Jr é brasileiro, licenciado em direito pela Universidade Federal do Amazonas — Brasil (1997–2001), mestre em direito administrativo pela Universidade do Minho (2016–2017), doutorando em direito administrativo pela Universidade de Santiago de Compostela (2019 a concluir) e mediador municipal e intercultural da Câmara Municipal de Braga, desde fevereiro de 2019. Na função de mediador intercultural, no município de Braga, atua como agente facilitador da comunicação entre imigrantes e os diversos agentes públicos e privados com trabalho em rede. Especialista em direito público e das imigrações trabalha e investiga temas relacionados com simplificação de procedimentos administrativos, mediação comunitária intercultural como ferramenta de integração social e preenchimento de vazios demográficos, políticas públicas locais de integração do imigrante/refugiado na comunidade local.

Saidatina Dias, Conquista Vontades: Associação Imigrantes Senegaleses em Portugal, Braga, Portugal

Saidatina Khadidiatou Seye Dias é natural do Senegal e residente em Portugal há mais de 20 anos. É licenciada em educação de infância e pós-graduada em intervenção psicossocial com crianças, jovens e famílias pela Universidade do Minho em 2007. Tem bacharelato em comunicação empresarial em 1999 pelo Instituto Superior de Ciências da Informação e Comunicação (Senegal). É relações públicas e atualmente desempenha funções de mediadora intercultural no município de Braga. Trabalhou como professora de atividades de enriquecimento curricular no concelho de Barcelos e formadora de curso de educação e formação para adultos na Instituto do Emprego e Formação Profissional de Viana de Castelo. Movida pelas causas sociais e situação precária dos conterrâneos senegalês, ajudou a fundar em 2015 a Associação dos imigrantes Senegaleses em Portugal e assumiu à presidência. Exerceu como voluntária funções de intermediária entre os imigrantes senegaleses e as instituições públicas de Braga. Hoje em dia, como mediadora intercultural, faz o prolongamento do mesmo trabalho mas de uma forma mais eficiente e estendida à toda comunidade africana do concelho de Braga.

Vasyl Bundzyak, Associação Luso Ucraniana, Braga, Portugal

Vasyl  Bundzyak é natural de Ucrânia e radicado em Braga desde 2007. É licenciado em filosofia e teologia na Universidade Nacional de Chernivtsi — Yuriy Fedkovych (2000). Atualmente trabalha como mediador municipal e intercultural de Braga. Do seu percurso profissional, destaca também a prestação de 2 anos de serviço militar obrigatório na Ucrânia. Antes de ser chamado nesse Projeto dos Mediadores Municipais e Interculturais, obteve muita experiência no trabalho de terreno ao auxiliar os seus conterrâneos, tanto como padre ortodoxo ou membro fundador da Associação Luso Ucraniana. Situações como regularização de imigrantes, procura de trabalho, problemas de comunicação devido à barreira de língua eram voluntariamente tratadas como sendo apoio à comunidade imigrante ucraniano. Atualmente, como mediador intercultural, desempenha as mesmas funções mas numa ótica mais eficiente e disciplinada devido às diversas formações recebidas como mediador pelas entidades formadoras especializadas.

Capa para Mediação Intercultural: formação, ação e reflexão
Publicado
December 21, 2022
Séries